terça-feira, 7 de outubro de 2008

Seattle, Washington


Nada como um dia apos outro, descobertas pessoais, e bons fluidos para que o sentimento de abandono va embora. Esse e o peso das escolhas dificeis. Se nao tivessemos que faze-las, tambem, qual seria a graca da vida, sem o risco?!?!
Em nova casa, nova vida, mas amando as mesmas pessoas, estou pronta para os novos problemas, as novas saudades, as novas decepcoes.. novas, diferentes, e amadurecidas. Ok! Estou pronta! Que venham!!!
Mas antes... tive a oportunidade de ver as mesmas luzes que me deixaram na solidao, serem luzes de um novo caminho, as mesmas pessoas "diferentes", serem novas pessoas, um mundo desconhecido pronto a ser descoberto. E eu... pronta pra descobri-lo!
So o segundo dia, e pude perceber o vazio dentro de mim, pela primeira vez dessa forma. Um sentimento estranho que pesou meu peito e encheu meus olhos. A minha volta luzes e mais luzes, e mais pessoas, turistas como eu por todo lado. Diferentes pessoas. Esse era o ponto. Tudo estava estranho, diferente!

Enquanto relutava para nao deixar cair a primeira lagrima, e nao permitir um diluvio diante da Times Square, pensava comigo: "Ok! Estou em NY, na Times Square, com todos suas luzes e pessoas ao meu redor, e me sinto so. NY e dai?!?! De que adianta sentindo-se so?

Sei que bateu a saudade, e bateu forte. Mas ao menos, conscientemente pude perceber que aquela "homesick" repentina, devia-se ao fato de nao estar com o grupo de brasileiras que viajara comigo. Mas, ainda assim, consciente, sabia que essa era a razao da minha viagem, prencher esse "espaco vazio" que ha dentro de mim, que so eu posso preencher.


Nao se tratava de espaco fisico a se preencher, e nao se trata. Sim, sinto muita saudade, mas nao e isso... nao se trata disso. E uma opcao de escolha vc querer ou nao ser feliz dependendo unica e exclusivamente de vc. E uma escolha dificil, mas acho que vale a pena o risco.



sexta-feira, 4 de abril de 2008

Palavras simples do coração



Uma escolha feita,
um caminho traçado,
uma certeza não aceita,
um coração magoado.

Decisões difíceis,
mas determinantes.
Fututro incerto,
de dois amantes.

Uma vidente faz a profecia:
juntos eles não ficarão!
Será que o destino traçado estaria,
ou no futuro se reencontrarão?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Animação também tem seu glamour

Convivo com jovens vaidosos que disputam o prêmio de intelectual cult do semestre. Não pertencendo a esse "clubinho" social, constante na universidade, muitas vezes me sinto coagida. Mas, entre leitores assíduos, "geninhos" da informática, grandes escritores-mirins, poetas, ou amantes de músicas clássicas e conhecedores dos grandes filmes do cinema europeu, e, me sinto um E.T. Mesmo assim, não tendo um gosto tão poético como desses jovens pensadores, não sinto vergonha em assumir a minha preferência pelo bom e velho desenho animado. Bom, porque é a melhor forma de alienação e diversão gratuita. Velho, porque os mais antigos ainda são os melhores. Por exemplo, Pica-Pau, Papa-Léguas, Tom e Jerry, Flinstons, Os Jetsons, entre outros.
Ainda há aqueles desenhos, nada infantis, que são apresentados em canais como a Cartoon Network. Estes sim, desenhos para adultos, com piadas subjetivas e camufladas. Pra mim, não tem nada mais relaxante do que acordar tarde no domingo e assistir desenho animado ainda na cama, debaixo do edredon.
Devo reconhecer que os atuais filmes de animação merecem todo glamour do tapete vermelho. O meu preferido, Monstros S.A., só fez com que eu admirasse e buscasse esse gênero nas locadoras. A perfeição dos detalhes e das expressões, assim como as narrativas surreais que brincam com a imaginação, são com certeza ótimos para relaxar e se divertir no final de semana. Mesmo com suas críticas a sociedade, ao comportamento humano, ou a personificação de coisas, sinto-me uma criança ao ver filmes como Shrek, Era do Gelo, Carros, Procurando Nemo, e outros que fazem com que eu simplesmente "curta" um bom filme, e me esqueça das críticas.



quarta-feira, 2 de abril de 2008

domingo, 30 de março de 2008

Ao Vivo no Estúdio - Por Arnaldo Antunes

"[...] Como esse é meu primeiro DVD (e CD) gravado ao vivo, quis que ele fosse bem representativo de minha carreira, de uma maneira geral. Ampliei um pouco a panorâmica que o roteiro dá sobre o meu repertório, incluindo algumas outras canções, além de uma inédita (Quarto de Dormir, parceria minha com Marcelo Jeneci).E convidei para participarem alguns artistas amigos que foram importantes nesses 25 anos de carreira. Com Nando Reis cantei Não Vou Me Adaptar, que gravamos juntos com os Titãs (no disco Televisão e, posteriormente, no Go Back, ao vivo em Montreux) e que ele incluiu depois em seu repertório solo. Com Edgard Scandurra fiz Judiaria (de Lupicínio Rodrigues, que gravamos juntos no álbum Ninguém), quase toda apenas com voz e guitarra. Com Branco Mello cantei Eu Não Sou Da Sua Rua, parceria nossa dos anos 80, que havia sido gravada por Marisa Monte em 91 e que eu regravei no Qualquer.Com as presenças de Branco e de Nando estava bem representada minha fase nos Titãs. Com Edgard, parceiro que participou de todos meus discos; minha carreira solo. Faltava minha outra banda, Tribalistas. Carlinhos e Marisa atenderam ao meu chamado, e veio também Dadi, que gravara conosco, para fazermos duas músicas daquele repertório ‹ Um a Um e Velha Infância.O resultado está aí.Ao Vivo No Estúdio. Espero que quem veja e ouça se divirta tanto quanto nós, ao gravá-lo".

"Fim do Dia"



Fim do dia
Arnaldo Antunes / Paulo Miklos - 1998

Demora tanto, demora tanto pra crescer
Pra depois de uma hora pra outra morrer
Tem que mamar, tem que comer e beber
Deixar vir e ir sofrimento e prazer
Não há o que lamentar
Quando chega o fim do dia
Um cara que anda tem que chegar em algum lugar
Um cara que trabalha trabalha trabalha deve se cansar
O cara estuda tanto e ainda tem tanto pra aprender
Passa o tempo e fica mais fácil esquecer
Não há o que lamentar
Quando chega o fim do dia
Não há o que lamentar
quando chega o fim do dia
Se despede da sua dor
Diz adeus à sua alegria
Não há o que lamentar
Quando chega o fim do dia
*Foto: Márcia Xavier