Minha paixão por musicais começou cedo. Conheci incríveis histórias de amor e fantasia, através de coisas que amo: dança, música e cinema. Madrugadas a dentro assistia filmes ao lado de minha mãe, a responsável por me dispertar tal gosto pelo gênero. Filmes como Dançando na Chuva e A Noviça Rebelde faziam parte da nossa trilha. Mas, sem dúvida, Mary Poppins foi a pioneira em minha vida. Com um "tipo" de heroína, misteriosa, cantora, dançarina, carinhosa, inteligente e charmosa, todas as qualidades de uma super mulher. E era assim que eu queria ser quando crescer. Mary Poppins! Simples. Queria voar num guarda-chuva, ser divertida, e claro, linda como Julie Andrews.
Junto de meu irmão, aguardava ansiosa a noite de 'filmes gravados em cassete': Mary Poppins x Popeye. Não era em qualquer momento que assistiamos ou disputavamos nossa preferência. Eram noites únicas, somente naquelas em que meus pais saiam a bailes para dançar. A disputa era acirrada, e sempre decidida no "par ou ímpar", normalmente, eu como caçula, perdia. E era Popeye com o Robbie Willian que assistiamos primeiro. Aprendi a gostar da "brutalidade", e do "nada romantismo" filme. Pois, com certeza eram esses itens que faziam com que eu preferisse Mary Poppins a Popeye.
Mas hoje, tenho a certeza de que além de momentos cravados em minha memória ao lado do meu irmão, que me consomem de saudade, agradeço por desde pequena ter me influenciado pela personagem certa, pois Olivia Palito estava muito longe de ser a mulher da qual eu pretendia me tornar.

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